O apóstolo Paulo fez uma saudação brilhante na carta que escreveu para Tito, seu filho na fé; uma saudação cheia de palavras especiais que sempre me chamaram a atenção. Eis o texto e os destaques que me chamam a atenção:
"Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade que conduz à piedade; fé e conhecimento que se fundamentam na esperança da vida eterna, a qual o Deus que não mente prometeu antes da criação do mundo. No devido tempo, ele trouxe à luz sua Palavra, por meio da pregação que me foi confiada por determinação de Deus, nosso Salvador," (Tito 1:1-3 - KJA).
Neste ensaio quero tratar da expressão dos eleitos (gr. Eklektos) - observamos ainda que a fé e o pleno conhecimento foi dada aos eleitos de Deus, e aqui como em Efésios 1:4 Paulo revela que Ele os escolheu antes da criação do mundo; e completa em Efésios 1:5 que os predestinou para serem adotados como filhos por intermédio de Jesus Cristo.
Introdução:
Eu sempre imaginei que a eleição poderia ter acontecido num dia em que Deus nos viu a todos, teve uma visão de todas as pessoas de todos os tempos, antes mesmo de os formar, e olhando essa multidão de suas criaturas, Deus teve o desejo de escolher alguns para serem salvos. Essa sempre foi minha visão sobre este fato da eleição, e sempre havia nos meus pensamentos uma névoa obscura que me dava a impressão de que Deus estava sendo injusto por escolher apenas alguns e deixando outros para trás, mas hoje entendi que esse não é o pensamento que combina com o caráter de Deus; pois, Deus é Justiça e justo em todos os seus atos, não é injusto. Deus é bom o tempo todo, seu amor não se acaba e a sua misericórdia não tem fim. Diante disso não podemos conceber que Deus esteja agindo com alguma parcialidade, Ele não faz isso em momento algum.
Há uma parábola que Jesus contou que ilustra com muita propriedade este ensino da eleição.
Sobre a Eleição:
A parábola do casamento do filho de um certo rei descrita em Mateus 22: 1-14 me leva a pensar sobre esse sistema de escolhas no reino de Deus. Jesus narra que numa ocasião esse rei quis celebrar o casamento de seu filho com uma festa, e mandou os seus empregados chamarem os convidados. Porém os convidados não aceitaram o convite, e não quiseram vir à festa.
Parece que o rei não levou em conta essa primeira recusa dos convidados, e passado um tempo, ele enviou outros empregados para insistirem no convite e recomendou que dissessem: O jantar está preparado, os meus bois e cevados foram abatidos, e tudo já está pronto, venham para a festa.
Os convidados não fizeram caso, e assim um foi para sua fazenda, outro para seus afazeres, e outros apoderando-se desses empregados os ultrajaram, ofenderam, desrespeitaram, desonraram e mataram. Entenda a gravidade destas atitudes, pois não se tratava de um convite qualquer, mas do convite da maior autoridade do reino. Hoje em dia, em muitas ocasiões é até aceitável rejeitar um convite, mas ultrajar, ofender, desrespeitar e chegar a matar nunca me passou pela cabeça imaginar que alguém fizesse uma coisa dessas. Eles tiveram que arcar com as consequências.
Quando o rei tomou conhecimento dessa triste notícia, encolerizou-se sobremaneira e deu ordem aos seus exércitos para destruírem esses homicidas e incendiarem sua cidade.
Então chama os seus empregados e lhes dá outra instrução: A festa do casamento está preparada, mas os convidados não eram dignos. Saíam então, e vão pelos caminhos, e convidem para o casamento a todos os que encontrarem.
Seus empregados saíram pelos caminhos e chamaram a todos os que encontraram, tanto maus quanto bons; e a festa se encheu de convidados. E, o rei entrando no local para ver os convidados, encontrou ali um homem que não estava vestido adequadamente para uma festa de casamento. Ele disse: Amigo, como você entrou aqui, sem estar vestido com a roupa que esta festa exige. Esse homem se calou.
Disse então o rei aos seus empregados: Amarrem os pés e as mãos deste homem, leve-o embora e o lancem nas trevas exteriores, onde há choro e ranger de dentes. E completou: Porque muitos são chamados, mas poucos são escolhidos.



