Isaías 53:4-5 Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.
É quase unanimidade a interpretação desse texto do profeta Isaías mostrando que nossas enfermidades foram crucificadas com Cristo, estamos livres dessa miséria e sobre ela foi declarada vitória.
A questão que nos vem é esta: se Cristo levou nossas enfermidades na cruz, por que então nem todos os doentes recebem a cura?
Pensando nisso lembrei-me de vários textos no evangelho de Mateus que mostram curas que aconteceram no ministério de Jesus , em particular dois casos, como lemos:
1- Cura do empregado de um oficial romano: essa cena ocorreu quando Jesus entrava em Cafarnaum e o oficial romano foi ao seu encontro para lhe pedir que curasse seu empregado. Jesus se prontificou ir a sua casa mas, ele retrucou: -Não Senhor! eu não mereço que o Senhor entre em minha casa. Dê uma ordem e meu empregado ficará bom. Eu também estou debaixo da autoridade de oficiais superiores e tenho soldados que obedecem as minhas ordens. Digo para um: -Vá lá, e ele vai. Digo a outro: Venha cá, e ele vem. E digo também para meu empregado: Faça isto, e ele faz. Jesus ficou admirado ouvindo isso e disse aos que o seguiam:-Eu afirmo a vocês que isto é verdade, nunca ví tanta fé, nem mesmo entre o povo de Israel.... Disse ao oficial: -Vai para casa, pois será feito como você crê.(Mat.8:8-12). Lendo isso, não deixo de perceber que a fé desse oficial foi relevante neste milagre embora, Jesus já houvesse se prontificado a ir à sua casa para curar seu empregado. Me parece que Jesus conhecendo o coração desse homem, provocou-o dizendo que iria à sua casa, embora isso não fosse o que normalmente um judeu faria, e por isso, espantado, esse oficial romano fez essa sua declaração de fé.
2- Fé também foi o que moveu uma mulher que sofria com uma hemorragia já a 12 anos. Chegou próxima a Jesus e tocou-lhe a barra da sua capa e foi curada. Ao que Jesus voltando-se para ela disse: -Coragem minha filha! Você sarou porque teve fé. (Mat.9:21-22). Aqui novamente, Jesus exalta a fé da pessoa que recebe a benção que está buscando.
A cura está envolta num manto de fé. A fé de quem oficia ou a fé de quem está enfermo e precisando da cura.
Nesta direção, me deparo com o ensino de Romanos 9:14-18 com destaque no trecho a seguir: ...Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericordia, e terei compaixão de quem me aprouver ter compaixão.
Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus que usa de misericórdia. Veja que fica claro que toda interferência divina não depende de homem algum, mas tão somente depende de Deus. As pessoas não tem mérito algum e contamos tão somente com a compaixão e misericórdia de Deus. Ele é o Senhor e o soberano.
Onde entra a nossa Fé? A fé que possui aquele que ministra quanto o enfermo, se manifesta no momento de pedir uma cura ou uma benção. A fé se apresenta quando pedirmos. É necessário ter fé quando clamamos pela cura. Precisamos da fé para nos expormos diante das pessoas e de Deus clamando pelo milagre.
Nada desabilita o cristão de pedir a interferência de Deus para curar. A decisão pertence a Deus que é soberano. Ao crente cabe pedir, orar, clamar pela cura; precisamos por nossa fé em ação pedindo o milagre, não receberemos se não pedirmos, essa é a questão.
Não podemos acolher qualquer pensamento que ensine que o crente deve "determinar" a sua cura, deve "tomar posse" do que lhe pertence; toda atitude como essa é pura presunção, e uma afronta a Deus.
O cristão está habilitado a orar, clamar, e pedir a cura para qualquer enfermidade e, só aquele que tem fé é que poderá ver um milagre ocorrer.
Sim, fé em Deus, fé para pedir que Deus opere esse milagre tão almejado; e isso, não depende de nós, não é uma questão de méritos, nunca iremos merecer, depende tão somente da misericórdia de Deus.